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Capitulo 8 {In My Dreams} Último Capitulo

por sacha hart, em 10.05.14

Antes de lerem o último capitulo de In My Dreams - sim, é mesmo o último - tenho de vos agradecer por ao longo de todos os capitulos terem aqui estado para ler e comentar, darem-me o feedback e o ânimo necessário para continuar a escrever. Muito, muito obrigado. Para alguém que escreve, isso é ouro! 

Sei que In My Dreams foi pequena, mas adorei escrevê-la e espero que tenham gostado também. Obrigada!

 

 

Na manhã seguinte, Shannon e Emry estavam a bordo do Bentley prateado em direcção à casa do baterista.

A mulher não parava de pensar se cometia uma loucura. Havia uma sensação nova e arrebatadora no seu peito. Apercebera-se disso quando, ao acordar, a primeira coisa que viu foi Shannon e percebeu que podia acordar assim todos os dias da sua vida. Depois ele levara-a a ir tomar o pequeno-almoço numa pastelaria pequena e acolhedora que adorara. Agora estavam a ir para casa dele e ela não fazia ideia do que esperar. Shannon já se revelara uma caixinha de surpresas.

- Em que é que estás a pensar?

- Em ti.

Ele dirigiu-lhe um sorriso malicioso  – Só boas coisas, espero eu.

Emry riu-se e fez uma careta. Não lhe ia dizer aquilo que pensava, ia deixá-lo curioso. Para além disso deduzia que vinha uma conversa em breve, muito brevemente, entre eles.

- Talvez mais logo saibas que pensamentos tenho. - Shannon teve que se contentar com isso.

Ainda que concentrado com a condução, fez chegar a sua mão à dela. Não gostava da distância que o carro lhes impunha. Queria estar junto dela, sempre. A tocar-lhe. Sempre. Quando chegassem a sua casa, ia convencê-la a dar-lhe o sempre que ele queria desde a primeira vez que a vira.

 

Shannon e Emry estavam na sala de estar do baterista. Era ampla e bem decorada, muito à estilo zen. Desconhecia esse lado de Shannon. Havia, contudo, algo que era caracteristicamente dele: uma bateria preta e cromada no canto.

- Mais logo tocas um bocadinho para mim? – Pediu ela.

- Claro… se quiseres pode ser agora.

- Agora sei que queres falar comigo  – Declarou.

Ela até já sabe decifrar-me, pensou Shannon admirado. Era certo, tinham uma conversa entre mãos.

- Anda até aqui. Quero falar mas abraçado a ti.

Emry não se importou minimamente. Aproximou-se dele e deixou-se ser rodeada pelos braços fortes e musculados de Shannon. Ele guiou-a até ao sofá, onde ficou sentada no colo dele com os braços enrolados à volta do pescoço de Shannon.

- Não te quero dizer as mesmas coisas de Nova Iorque. Apercebi-me que estava errado na altura, retraí-me. Devia ter-te dito tudo.

- O que é que faltou, Shannon? Na altura deliciei-me com as tuas palavras e acreditei nelas até que… - A sua voz quebrou ao pensar na mulher, na altura namorada dele.

- Hey, hey. Isso é um assunto esclarecido e encerrado  – Shannon acariciou a face dela com os polegares –  Fui bastante honesto com o que te disse, mas não completamente sincero. Disse que gostava de ti, lembras-te? Que era louco por ti.

Ela assentiu. Era claro que se lembrava!

- Lembro-me de dizeres que era uma loucura.

Ambos se riram  – E era. Continua a ser. Só que na altura devia ter-te dito outra coisa  – Aproximou o seu rosto do de Emry e beijou-a. Mais do que expor aquilo em palavras, era pô-lo em acções. Esperava que o seu beijo a fizesse acreditar nele novamente. – Devia ter-te dito que gostava de ti, que estava louco por ti e irremediavelmente apaixonado, Emry. Por ti e apenas por ti.

As palavras dele demoraram algum tempo a fazerem sentido na cabeça dela. O seu coração, porém, já as gravara eternamente.

- E ainda estou. Completamente e irremediavelmente apaixonado por ti.

Incapaz de dizer alguma coisa, aproximou-se para o beijar. Ainda estava a interiorizar o peso da confissão dele, que de alguma forma sabia ser verdadeira pois o seu coração vibrava ao ritmo acelerado do dele.

Não fiques calada  – Pediu ele, quando o beijo cessou  – Achas que sou louco?

- Se és louco, então também o sou. –  Sorriu-lhe apaixonadamente –  Pois também estou apaixonada por ti, Shannon Leto.

 

Mais tarde, estavam os dois a caminho da casa do irmão de Shannon. Emry estava um pouco apreensiva. De alguma forma, conhecer a família dele soava-lhe a um passo importante.

Shannon guiou-a até ao interior da grande casa.

- Desculpa a desarrumação, o Jared é mesmo assim  – Desculpou-se.

Alguém estava a falar de mim?

Vindo do estúdio, Jared apareceu acompanhado de uma mulher loira e magra. Ambos dirigiam um sorriso simpático a Emry. Esta permitiu-se a ver as semelhanças entre irmãos. Eram diferentes mas tinham pontos em comum. Apesar de Jared ser lindo de morrer, teve de admitir, Shannon batia a pontuação na sua consideração.

Olá, deves ser a Emry. Sou o Jared. Esta é a Emma. Bem-vinda.

Shannon abraçou-a carinhosamente – e algo possessivamente – pela cintura. Seguiram todos para o jardim e a conversa começou a fluir naturalmente. Emry já se sentia conquistada pela simpatia de Jared e de Emma, que se esforçavam para a conhecer melhor.

Um pouco mais tarde os dois irmãos desviaram-se até ao estúdio.

- Estás completamente conquistado  – Disse Jared, divertido. Como Shannon nem respondeu, percebeu que era verdade –  Estás mesmo! Caidinho pela Emry.

- Já me declarei, Jared.

- Wow, então isto é algo mesmo a sério.

- Claro que é a sério! – Não dava para ver? Questionou-se o mais velho.

Fico muito contente por ti Shan. A sério. Ela é linda e amorosa, é perfeita para ti. Ainda tens de me contar como é que se voltaram a reencontrar.

Shannon sorriu e acabou de preparar a sua bateria. Tinha prometido a Emry que tocava para ela.

- Eu depois conto-te. Agora achas que podes ir lá fora e chamá-la?

- Hum- rum, claro.

Jared levantou-se e seguiu lá para fora pensando em como finalmente o irmão ficara caidinho por uma mulher.

 

Emry seguiu as instruções de Jared. Foi andando pelos corredores até chegar ao pequeno estúdio. Era uma sala pequena e recheada de instrumentos musicais e computadores. No canto já estava Shannon, sentado à beira da sua bateria com as baquetas na mão. Ele ali, pronto a tocar, era uma visão tão sensual. Era ali que a magia acontecia, pensou divertida,…ou pelo menos um dos sítios onde acontece.

- Já me trocaste pela bateria? – Brincou.

- Nah… vais ser difícil de trocar por alguma coisa que seja.

Emry teve de fazer um esforço para não corar. Aquelas coisas que Shannon lhe dizia derretiam-na completamente.

Anda até aqui – Disse-lhe ele, fazendo sinal para que ela se sentasse ao seu colo. Em assim o fez – Estava com ideias de tocar para ti mas agora tenho uma ideia completamente diferente.

- O quê?

- Vou ensinar-te.

- Tens a certeza? Não tenho jeitinho nenhum.

- Ah, mas com um professor como eu vais apanhá-lo, de certeza – O sorriso malicioso garantiu-lhe que isso era bem capaz de ser verdade.

 

Shannon observa-a de perto. Depois da pequena sessão de aprendizagem no estúdio do irmão, Emry tinha apanhado o jeito à coisa. Tanto ao ponto de, ao voltarem para sua casa, se ter dirigido à sua bateria pessoal.

Watch and learn, babe – Tinha-lhe sussurrado ao ouvido de uma forma que o deixara louco!

O baterista estava mais do que impressionado com os dotes de Emry. Aprendia rápido. E quem diria? A imagem dela a tocar a sua bateria era extremamente sensual e erótico, pelo que não conseguir ficar muito tempo quieto até se aproximar dela por trás e beijar aliciantemente o seu pescoço.

- Nem me dás tempo de terminar, Shannon – Riu-se ela.

A loira deu a volta e praticamente saltou para o colo dele. O contacto dos lábios de ambos foi inevitável, assim como as mãos dela que procuravam despir a camisola dele. Shannon limitou-se a levá-la para o quarto.

Caíram na cama entre risos e beijos. Antes de continuarem, ele parou e fitou-a.

- O que foi?

- És demasiado perfeita.

Ela sorriu, corando.

- É por isso que estou caidinho por ti.

- És um exagerado, Shannon Leto. Devias estar a beijar-me.

- Já lá vou, já la vou… - Rindo-se, inclinou-se até roçar os seus lábios nos dela. Emry tremeu debaixo do seu corpo. Ele adorava quando isso acontecia – Ficas comigo esta noite? – Quando ela anuiu, ele continuou – E em todas as outras noites?

Emry afastou a sua cara dele. Cruzou o seu olhar com o de Shannon. Os olhos doces e belos dele, castanhos-claros, transmitiam um desejo tão forte, transmitiam… amor. Ele era honesto naquilo que lhe pedia. Aquele homem queria-a, caramba! E ela estava completamente rendida, de uma maneira que sobrepunha o seu medo de entrar numa relação com ele.

- Quero tanto isso – Murmurou.

- Então diz-me que sim.

- E quando fores em tour, Shannon? Não posso ir contigo. Não posso largar o meu trabalho.

- Encontramos uma maneira. Emry, há sempre uma alternativa. Quero estar contigo, quero que sejas minha e quero ser teu. Aceita.

Ele aliciou-a com um beijo terno e quente que deixou o seu corpo em pele e galinha. Quando afastaram os beijos, ela sorriu-lhe.

- Isso é um pedido de namoro um pouco aldrabado?

- Só é um pedido de namoro se a tua resposta for sim.

- Isso não é justo! – Riu-se e atirou-se contra ele, fazendo-os rodarem na cama até ela ficar por cima dele – E a minha resposta é sim, Shannon Leto. Quero ser tua namorada, ser tua e tu seres meu.

A resposta dela deixou-o maravilhado. Nunca fora tão feliz como o era agora com Emry. Ela só podia ser a mulher da sua vida.

- Já sou teu, meu amor, completamente teu.

«Meu amor». As palavras dele ecoaram na mente dela e atingiram em cheio o seu coração. Era a primeira vez que ele lhe chamava de amor. Vindo dos lábios deles, as palavras ganhavam um sentido tão especial que Emry se sentiu derreter nos braços do namorado.

- Ainda bem, porque também eu sou tua. Roubaste-me o coração em Nova Iorque há dois anos atrás.

- Tal como tu a mim, Em. Só é pena termos estados estes dois anos afastados.

- Mas agora temos a oportunidade de compensar o tempo perdido.

Shannon sorriu largamente – E vou compensar-te muito bem.

E para sempre, acrescentou o baterista. Amava a sua loira de olhos verdes e ia mostrar-lhe isso todos os dias, até ao fim da sua vida, se ela assim o permitisse. Nunca mais se queria separar dela e contentar-se apenas com sonhos.

Não. Ela agora era dele. E ele dela. Para sempre.

 

 Oito meses depois...

 

- És a mulher da minha vida. Amo-te muito. Emry, tu queres... Ah, não serve.

Shannon estava no seu quarto de hotel, virado para o espelho. Havia traços de apreensão no seu rosto. Foi quando o irmão mais novo, Jared, entrou e se deparou com a cena. Ao aperceber-se do que Shannon fazia, riu-se mostrando aquele seu sorriso que derretia corações pelo mundo fora.

- Estás com cara de palhaço. É assim que te vais declarar a ela?

- Se é para esses comentários, não preciso da tua ajuda.

- Uhhh estás rabugento - Jared voltou a rir-se e colocou-se lado a lado com o irmão mais velho. Analisou as parecenças e as diferença entre ambos. - Relaxa que tudo vai correr bem.

- Eu não tenho a tua pinta de actor.

- Se há coisa que aprendi é que, quando falamos do coração, nada é ensaiado.

O irmão de olhos castanhos suspirou. Esperava que Jared tivesse razão, pois ele não queria sair-se mal perante Emry. Não queria falhar para com ela. Nessa noite decidiria tudo.

 

Emry sentia-se no céu. Há oito meses que não era solteira. Há oito meses que era uma das mulheres mais felizes do mundo e tudo se devia ao seu homem. Depois de três meses a viver em L.A, decidira abandonar o seu emprego e juntar-se a ele em tour. Era simplesmente muito difícil ficar separada dele durante dias, senão semanas. 

Na estrada a  vida era diferente mas não menos boa. Em estava a adorar cada segundo e até agora já visitara tantos países que talvez antes nunca teria oportunidade de ver. Actualmente estavam na primeira cidade pela qual se apaixonara instantemente. Ainda que num país pequeno, Shannon já a levara a passear e a dar uma volta e tinha adorado. Este era o terceiro e penúltimo dia na cidade e Shannon prometera-lhe uma surpresa. Sem conseguir sacar nenhuma informação do namorado, só lhe restava esperar.

 

- Shannon, já me podes contar onde vamos?

A loira continuou a dar passinhos pequenos enquanto o namorado a guiava, tapando-lhe os olhos com as mãos. Tudo o que Emry sabia era estar a subir uma rampa depois de uma viagem num elevador. Havia música baixa durante o caminho. Finalmente Shannon parou e destapou-lhe os olhos.

- Podes abrir.

Quando Emry o fez, abriu a boca em surpresa e admiração. Shannon tinha-a levado até ao terraço de um edifício antigo na baixa da cidade.  Dali vi a cidade de Lisboa completamente iluminada e como background de fundo, mil e um pontinhos de sobressaíam da ponte metálica vermelha, sendo reflectidos nas águas escuras do rio. A paisagem era linda e Shannon sabia que Emry se tinha apaixonado por aquele sítio desde a primeira vez que ele a levara lá, há uns meses atrás. 

- Emry...

Diante dela, Shannon ajoelhou-se.

- Oh meu... - Murmurou ela, agora ainda mais surpreendida. Não podia acreditar no que estava a acontecer. - Shannon...

- Em... - Ele fitava-a com intensidade. O brilho apaixonado nos olhos castanhos dele era evidente - Tu és, literalmente, a mulher dos meus sonhos. És a mulher da minha vida e sei-o do fundo do coração, que é só teu e teu, para sempre - Os olhos dela brilhavam com lágrimas   Há coisas na vida que quero ter como garantidas. Quero acordar todos os dias a teu lado e dedicar os meus dias a amar-te - Ele retirou uma caixinha de veludo do bolso das calças. Ao abrir a caixa, revelou um anel lindíssimo, prateado e com um diamante incrustado - Quero ter rapazinhos e raparigas loiras de olhos verdes a correr pela casa, quero partilhar os melhores momentos contigo. E quero ser teu marido, até morrer. Emry, aceitas casar comigo? 

 Emry estava sem fala. Completamente emocionada e surpreendida pelo pedido, não aguentou as lágrimas de felicidade que começaram a cair pelo seu rosto. Se conseguisse falar, já tinha gritado que "Sim" para que todas as pessoas do mundo a pudessem ouvir e saber que ela era, sem duvida, a mulher mais feliz do mundo.

 Mas, como não conseguia falar, respondeu com algo muito mais íntimo e pessoal. Lançou-se para Shannon e cobriu os lábios dele com os seus. Lábios tão perfeitos que queria beijar para sempre. 

- Vou levar isso como um sim, meu amor.

- É um sim, Shannon. Eterno sim!

Ambo riram cumplicemente. O homem de olhos castanhos tirou o anel e agarrou delicadamente na mão da amada. O aro brilhante assentava perfeitamente na mão dela. Sua, marcava. Para sempre.

- Amo-te, Shannon Leto.

Nunca antes  lhe soube tão bem ouvir aquilo.

 

 

 

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publicado às 11:52

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14 comentários

De NOVO BLOG acupoftea.blogs.sapo.pt a 10.05.2014 às 12:10

CAPÍTULO ENORME! ADORO!

Opaaaa, que fofura! OMG OMG OMG
E agora já acabou :cccc

Lindo, lindo, lindo! Adorei! Ainda bem que, num dia, decidi ler a tua história :)

De Ynis a 10.05.2014 às 12:36

basicamente toda a minha opinião foi dada via face.. porque sou uma querida e gosto de pensar no bem dos outros -qn
gostei, foi um bom final. ainda que a morte dela fosse melhor G.G

De lostdreams a 10.05.2014 às 13:21

awwww isto foi tão fofo e adorável. que queridos! gostei muito e foi um excelente final para esta excelente história
gostei de a ler de uma ponta à outra, e tenho pena que já tenha terminado porque só queria ler mais e mais ahaha
beijinhos e parabéns pela maravilhosa história :)

De francis marie a 10.05.2014 às 16:31

Eles são tão fofos *-*
Adorei a tua fic! Pena é que acabou :(

De • Smartie a 10.05.2014 às 20:23

Awwww, que capítulo mais fofinho *-* Eles são completamente adoráveis, mesmo :')
Adorei a fic, é pena que tenha sido tão pequenina :3 Fico à espera de mais coisinhas do género! :D
Beijinhos*

De twilight_pr a 10.05.2014 às 20:27

LINDO! AMEI IMENSO!

De lostdreams a 10.05.2014 às 20:34

não tens de agradecer :)
beijinhos

De lostdreams a 10.05.2014 às 20:34

ah, só uma pergunta. estás a pensar em escrever algo novo em breve?

De lostdreams a 11.05.2014 às 10:21

pois é, e a vontade de ler aumenta :)

ah, está bem. ficarei à espera na mesma!
beijinhos

De liz collingwood a 11.05.2014 às 17:22

foi magnifico! gostei tanto, o resultado está demais. estás mesmo de parabéns, és brilhante a escrever :)

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