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Capitulo 7 {Her Bodyguard}

por sacha hart, em 08.11.14

Her Bodyguard

 Era a manhã depois da grande actuação de Pearl. A mansão estava silenciosa e Sam agradecia o silêncio. Estava concentrado a rever na sua mente a noite anterior. Tinha um instinto que lhe dizia que o ataque a Dakota durante a outra manhã e o incidente da noite anterior deviam estar conectados.

Como? Ele não sabia. Não era nenhum detective, mas a questão não lhe saía da cabeça. Contudo havia algumas coisas que podia averiguar.

- Bom dia - Cumprimentou Maddie quando a viu tomar o pequeno-almoço tardio nessa manhã – Posso fazer-te uma pergunta?

Maddie sorriu-lhe alegremente, talvez sedutoramente. Ele já tinha reparado nisso e preferia ignorar. A rapariga era uma sombra da irmã. Eram parecidas, mas em tudo Dakota era melhor, tanto física como psicologicamente. O guarda-costas reparou, também, que Maddie sabia disso. Assistira por vezes a olhares negros que a mais nova enviava a Dakota sempre que algo de bom acontecia.

- Claro Sam – Respondeu ela, pronta a agradar.

- Ontem, antes de a Dakota entrar em palco, cruzámo-nos. De onde vinhas?

- Do backstage.

- Estiveste com a tua irmã?

- Isto é um interrogatório? – Perguntou na defensiva.

- Só o é se tiveres medo de responder às perguntas.

Maddie bufou. Pela primeira vez naquela manhã desviou o seu olhar do homem mais velho. Fingiu estar mais interessada na chávena que tinha em mãos.

- Então, estiveste com a tua irmã?

- Não, não estive – Olhou-o por breves segundos – Tenho coisas para fazer. Até logo.

Nervosamente, Maddie escapuliu-se da cozinha.

 

A cantora escutou a conversa entre o guarda-costas e a sua irmã. Nunca tinha considerado a hipótese de ter sido Maddie que a fechara no camarim. No momento, Dakota imaginara que se tratasse novamente do fã obsessivo mas agora que pensava melhor… Maddie tivera acesso ao backstage, Maddie tinha inveja da sua carreira, Maddie andava com ciúmes do seu guarda-costas! A letra do recado nem sequer era a mesma de sempre. Já devia ter desconfiado.

Furiosa, seguiu atrás da irmã. Foi encontra-la já na garagem. Com muita lata, Maddie segurava as chaves do Audi Q6, o carro pessoal de Dakota. A mais velha impediu-a de sair de casa mesmo a tempo.

- O que é que estás a fazer? Dá-me a chave!

- Não! Tu e eu vamos ter uma conversinha.

- Não quero ter conversas contigo.

Dakota atirou a chave para longe e pegou no braço da irmã. – Paciência.

Mesmo a contragosto, Maddie viu-se forçada a entrar no escritório da mansão. Dakota arrastara-a até ali e agora ordenava-lhe que se sentasse. Encarava-a com uma expressão zangada, fazia-lhe lembrar o pai de ambas. Maddie estremeceu. Ficava sempre com medo do pai sempre que ele carregava semelhante semblante.

- Só te vou perguntar isto uma vez: foste tu que me trancaste ontem?

- Também tu com essa conversa? – Bufou a mais nova.

- Responde-me.

- Qual é a vossa de me andarem a acusar -

Dakota interrompeu-a e desta vez a sua voz soou como um trovão – Maddie, responde de uma vez!

- Caraças, sim, fui eu! – Respondeu irritada, levantando-se num pulo. – E vê lá se serviu para alguma coisa? Actuaste na mesma!

Dakota não conseguia acreditar no que ouvia. Pior era ver no olhar da sua irmã mais nova que esta não se arrependia minimamente.

- Também foste tu que escreveste aquele bilhetinho idiota? Meu deus, Maddie, como tinha pena de ti! És uma miúda mimada e patética. – A morena teve de conter as lágrimas. Nunca imaginara que a sua irmã lhe pudesse fazer algo tão baixo.

Nesse preciso momento, Samuel Levitt entrou na divisão, possivelmente alertado pelos berros.

Mal o viu, Maddie pôs-se a chorar e abraçou Sam. Dakota ficou tão perplexa como chocada e quando deu por si estava agarrada aos cabelos da mais nova. Pegaram as duas numa luta de insultos e estaladas até que, por fim, Sam as conseguiu separar.

Dakota, de olhos semicerrados pela fúria, pronunciou-se. – Quero-te fora da minha casa ainda hoje. Vou ligar ao pai. Não quero saber.

- Odeio-te! – Vociferou Maddie em resposta, enquanto segurada por Sam que a mantinha afastada da cantora. Sacudindo-se, deslargou-se dos braços do segurança – Whatever. Seja feita a vontade da Dakota, como sempre – Concluiu desdenhosamente momentos antes de abandonar o escritório.

 

Horas mais tarde, já quando Los Angeles se via mergulhada numa noite quente, Dakota esperava no pátio onde um táxi aguardava por Maddie. Levá-la-ia até ao aeroporto.

A irmã mais nova demorou-se mais do que devia, provavelmente foi de propósito. Quando apareceu, Maddie carregava duas malas e uma expressão rancorosa no rosto. O taxista encarregou-se de arrumar a bagagem e durante esse tempo Dakota sentiu-se na obrigação de falar.

- O pai vai estar á tua espera no aeroporto.

- Vai-te foder.

Dakota lançou-lhe um olhar de censura. – Nem te arrependes? Ontem podias ter arruinado tudo na minha carreira.

Maddie claramente não se arrependia – E tu estragaste tudo na minha vida. As pessoas só querem saber de ti. O pai não me liga, nem o Jason. És sempre tu a boazinha, a talentosa. – Sem querer estar mais ali, entrou no táxi e fechou a porta. Momentos depois abriu a janela – Não sei de que bilhetinho estavas a acusar-me. Ao contrário do que possas pensar, não sou uma criancinha de cinco anos para escrever uma coisa dessas. – O táxi arrancou.

Mas se não fora Maddie, então quem fora?

 

A cantora refugiou-se no seu quarto. Não jantou, não falou com ninguém, nem sequer com o seu guarda-costas. Estava pensativa, perdida nas memórias dos atribulados últimos dias. Rinha de confessar: começava a ficar assustada com os bilhetes que recebia.

Um bater na porta.

- Dakota, é o Levitt. Posso?

A morena mordeu o lábio ao ouvi-lo. Sam nunca estivera no seu quarto. Rapidamente, ajustou a roupa da cama e trocou o pijama largueirão que tinha posto, pela camisa de noite, sempre era melhor.

Abriu-lhe a porta e surpreendeu-se ao vê-lo com um ar inquieto. Por norma Sam era muito bom a camuflar o seu estado de espirito.

- Vim saber como estás.

As simples palavras dele quase lhe trouxeram lágrimas aos olhos. A sua inofensiva intenção tocou-a no coração. Apesar de já grande número de pessoas saberem do sucedido com Maddie, nenhuma se mostrara interessada em saber como ela estava.

Mas Sam, sim.

- Estou bem.

Se Sam percebeu que isso era mentira, não o manifestou. Limitou-se a ficar em pé no centro do seu quarto, olhando com alguma curiosidade a divisão, a única que talvez revelasse realmente quem era Dakota.

- Tenho de fazer-te uma pergunta. Pode ser inconveniente a esta altura do dia, mas é melhor não perder mais tempo.

- Pergunta-me.

- Voltaste a receber mensagens ameaçadoras desde aquela manhã em que um motociclista atentou sobre ti?

Ela suspirou. Não negou, nem sequer falou. Antes não dera importância ao assunto, agora ainda não dava muito, também, mas queria tirar este peso da sua preocupação e Sam era a pessoa que a fazia sentir-se segura. Não só pela profissão que desempenhava.

- Recebi mais quando estava presa no camarim. A Maddie assegurou-me que não foi ela e acredito. - De um armário branco tirou a caixa onde guardava todos os bilhetes que lhe tinham vindo parar às mãos. Entregou-a ao seu guarda-costas pessoal. – Há cerca de quatro meses que por várias vias me chegaram estes bilhetes. Não sei de onde, nem por quem, mas incomodam-me. Nunca mostrei isto a ninguém.

Os lábios de Sam estreitaram-se em gesto de irritação. Teria gostado de saber daquilo antes, só que com Dakota as coisas eram assim: imprevisíveis. Numa conversa de vários minutos, a morena contou-lhe de algumas situações em que recebera bilhetes daqueles. Começaram a ser inofensivos. Vinham misturados no seu correio, apareciam-lhe na mala, havia mensageiros que lhos dava. Agora, quem quer que fosse, estava a ficar impaciente.

Sam leu o bilhete mais recente. Aquele em que o tomavam como uma ameaça, ainda que ele não entendesse porquê. Entre ele e Dakota não havia… nada? Poderia dizer que não havia nada? Não devia haver nada.

Os olhos de ambos fitaram-se num momento de silêncio. Ela susteve a respiração. Estavam muito próximo um do outro e ele reparou que as sus mãos tocavam-se por cima do papel amarelado.

- Sam…

Era a primeira vez que ela o tratava assim.

 

Dakota encontrava-se vulnerável e atribulada, sim, mas não podia atribuir a isso a necessidade que a consumia. Uma necessidade voraz que implorava pelo toque dele. Queria que Sam a abraçasse, que a beijasse, que a tomasse para si… Este pensamento já lhe tinha ocorrido antes, mas ela negara-o sempre. Desta vez não conseguia.

Sem se desfitarem, ficaram parados, a centímetros separados até a morena dar o primeiro passo contra a distância. Observava o seu guarda-costas com interesse. Sam era tão bonito. E estava ali para ela, que era mais do que podia dizer de qualquer outra pessoa da sua vida.

- Sam... – Voltou a testar o nome dele pelos seus lábios. Sentiu um deleite enorme ao ver que ele reagia, entreabrindo ligeiramente os lábios quase sempre cerrados.

Por uma fracção de segundos ela pensou mesmo que ele tomaria iniciativa. Que Sam ia inclinar-se, rodeá-la com os seus braços e puxá-la-ia para um beijo que há muito estava para acontecer.  

Só que nada disso aconteceu.

Sam afastou-se, desviou o olhar. – Boa noite, Dakota. Podes ficar tranquila, eu vou cuidar disto. – Agarrou na caixa, deu dois passos atrás, ficando muito perto da porta. Acenou e então saiu do quarto.

Tranquila, uma ova. Depois de tudo isto, tranquila não era palavra que a pudesse descrever. Lembrou-se da primeira vez que um momento destes acontecera. Na altura fora ela quem recuara. Desta vez foi Sam.

No início achara-o irritante, presunçoso e desnecessário. Contudo, ao longo das várias semanas que se tinham passado desde aí, era levada a admitir que Samuel era um homem bom. Gostava da sua presença, ansiava por ela.

Pela primeira vez em muito tempo, havia alguém que se importava mesmo com ela. Até podia ser o trabalho dele, mas Dakota tinha a desconfiança de que não se tratava apenas disso. Teria que averiguar pois uma coisa era certa:

- Da próxima vez, Sam, não te deixo recuar.

 

Eu bem disse que ia haver drama, mas acabou por terminar de uma forma... doce? O mistério de quem é o stalker da Dakota persiste, mas pelo menos há um obstáculo que saiu do jogo, Maddie. Por quanto tempo, eis a questão. 
Muitissimo obrigada pelo feedback. For real. 


 

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9 comentários

De Joanna a 08.11.2014 às 15:52

graças a deus que a mimada se foi embora -.- nunca gostei dela e agora que se descobriu que foi ela quem fechou a irmã no camarim -.- -.-
omggg este momento final entre a pearl e o sam omg djkfhvbhkd as coisas estão cada vez melhores entre eles e eu estou ainda mais curiosa em relação ao stalker da pearl e.e
estou simplesmente a adorar esta história!

De andyjopanda a 08.11.2014 às 17:38

Adorei como sempre, cada vez eles estão mais próximos, ainda bem :) e finalmente que a Maddie foi-se embora, ela é mal educação demais.
Tou ansiosa pelo próximo.
Olha já publiquei mais um capitulo da minha fic.

De jules emerson. a 08.11.2014 às 21:09

Adorei o capitulo, como sempre!
Não tinha pensado na hipótese de ter sido a Maddie, mas assim pelo menos já saiu do caminho da Dakota e já não anda por casa a chateá-los!
Adorei a aproximação da Dakota e do Sam. :)
Fico ansiosa pela próxima semana para ler mais!
Beijinhos!

De ivy hurst a 09.11.2014 às 00:24

Ora bem eu sei que não tenho comentado mas eu tenho lido :o O que tu já deves saber que eu vou colocando como favorito/votado nos capítulos xb
Devo a dizer que isto está a ficar muito interessante :o Por acaso estava já desconfiada da Maddie, maaas... Podiam ser só filmes meus xD Afinal estava certa ö
Só ainda não sei é quem poderá ser o obcecado, ainda não tenho teoria nenhuma quanto a ele :|
Estou a gostar muuuiitoo *o*

De electra kerry a 09.11.2014 às 10:48

Omg adorei. Fogo, que raio de irmã tem a Dakota, nem acredito que a Maddie lhe fez aquilo :/ um problema já foi mas falta o maior de todos
Mais mais
Beijinhoo**

De twilight_pr a 09.11.2014 às 14:44

Só consegui mesmo ler hoje e fico com pena de não ter lido logo logo logo, mas adorei o que acabei de ler!
Foi fantástico!
Foi simplesmente fantástico!
Eu estou ansiosa para saber que é o stalker dela, quero mesmo saber!
Ai meu Deus!!! Mal posso esperar para ler mais!
Nem acredito que foi a Maddie que a trancou, pensava mesmo que era o stalker e afinal meu Deus, pensava que já estava desvendado e puff afinal... ainda há muita coisa para descobrir.
Adorei o final, super wow, adorei!
Beijinhos grandes, estou a gostar bastante!

De • Smartie a 09.11.2014 às 19:13

Ainda bem que a parva da Maddie se foi embora, bahh ~~ Não esperava mesmo que tivesse sido ela a trancar a Dakota...que venenosa, mesmo :o Mas pelo menos já não está por perto, que é o que interessa xD
Ohh, gostei muito do momento entre a Dakota e o Sam *-* Que fofinhos, há mesmo ali um clima ^^
Mal posso esperar por desenvolvimentos, mais please!
Beijinhos*

De francis marie a 11.11.2014 às 21:47

Finalmente a Maddie foi embora, odiava aquela miúda mimada -.-
Uhuh adorei este final, apesar de não acabar como eu queria e.e
Amei muitooo <3

De Sara a 12.11.2014 às 17:51

ainda bem que a Maddie se foi embora!
adorei este capítulo :)

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