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Capitulo 5 {Her Bodyguard}

por sacha hart, em 25.10.14

 

A semana seguinte correu sem incidentes. Dakota não fez queixa do homem que quase a atropelara. De que adiantava? Nem ela ou Sam tinham visto um rosto ou matricula para associar. Ela preferiu esquecer o assunto, mesmo contra a insistência do guarda-costas.

No que dizia respeito a Sam, ela não voltara a fazer das suas. Estava a ter uma semana concorrida, cheia de concertos, entrevistas, visitas ao estúdio. Vivera mais enquanto “Pearl” do que propriamente ela mesma. As pessoas já raramente a tratavam por Dakota.

- Parece cansada, Menina Reed – Fez notar a sua empregada quando, numa manhã, lhe entregou o pequeno-almoço no jardim – Precisa de descansar mais, dormir mais. O seu quarto tem sido pouco usado nestes dias.

- Só preciso de café, Esmeralda. E destes seus bolinhos – Trincou um deles e deliciou-se no pecado de ingerir tantas calorias – Sobrevivo desta maneira.

- Não devia exigir tanto de si mesma… nem deixar que os outros exijam tanto de si – Concluíu Esmeralda com o seu olhar dócil e preocupado. Há dois anos que tratava da casa a Dakota e gostava muito da rapariga, conhecia-a como muitas outras não. – Ahhh, Menino Reed, que bom vê-lo! E Menina Maddie!

Jason e Maddie Reed apareceram no jardim. Jason cumprimentou a empregada, Maddie limitou-se a ficar em pé com ar de quem odiava o encontro. A empregada logo de seguida saiu para lhes dar privacidade.

- Fartaram-se de Atlanta? – Brincou a morena.

Jason saltou para cima dela, abraçando-a. Beijou-a na face. – Não podíamos ter simplesmente saudades tuas?

A irmã olhou-o com suspeita. Jason era advogado em Atlanta, estava sempre atolado em trabalho e fazia imenso tempo que não se viam. Já Maddie… Pois, Maddie. A irmã mais nova falava apenas o estritamente necessário com Dakota desde que entrara na adolescência e se revoltara com o mundo. A ideia de que ambos tinham saudades dela e por isso a visitaram era improvável.

- Não te engano, pois não? – Dakota abanou a cabeça – Vim trazer a Maddie até Los Angeles. Ela queria vir para aqui – Olhou para a irmã mais nova que entretanto se sentara à beira da piscina – Na verdade foi o pai que a mandou para cá, acha que ela precisa de alguma influência feminina.

Dakota suspirou. Aos dezoito anos, Maddie era uma rapariga amarga e difícil de compreender. De todos eles, fora a que sofrera mais com a morte da mãe. Ela tinha dez anos, Dakota dezasseis e Jason dezoito quando o acidente se sucedera.

- Tu e o pai sabem que ela não gosta de estar comigo. Não sei se ela se vai dar bem em Los Angeles.

- Não te preocupes. O pai parece achar que vai tudo correr bem. Ela precisa de ganhar juízo. Apenas sê a irmã mais velha e ajuda-a.

A morena ia tentar mas não podia garantir nada.

- Agora vou ter de ir.

- Já? – Exclamou Dakota – Chegaste há vinte minutos!

- O meu voo de volta é daqui a uma hora. Tenho reuniões em Atlanta, sabes como é. Somos uma família de atarefados.

Infelizmente, pensou ela.

- Quando voltas para uma visita a sério?

- O mais breve possível, prometo!

O irmão mais velho beijou-lhe o topo da cabeça e depois chamou Maddie. Relutantemente, esta despediu-se com um abraço. Logo depois deixou-as sozinhas no jardim, num ambiente tenso e estranho. Como é iam aguentar viver juntas assim?

 

 

Sam acabava de sair do quarto onde andara a planear tácticas de segurança pelo computador quando esbarrou com o homem no corredor.

- Sam? – Jason exclamou – Não acredito! O que é que andas aqui a fazer?

Jason. O ex-noivo de uma das suas amigas estava ali em casa. Jason Reed. Como é que nunca fizera a associação antes, cogitou Sam? Como é que não soubera?

- Olá Jason. Sou o novo guarda-costas da sua irmã.

- Nem sequer sabia que tinhas saído de Atlanta. A última vez que nos vimos…

- … Foi na tua festa de noivado com a Alice.

- Ahh, foi sim. Já lá vai tanto tempo. – Tempo que ele não queria recordar.  – Agora estás aqui, em Los Angeles, guarda-costas da minha irmã, hein? Coincidências.  – Jason riu-se, ao invés de Sam que se mantinha sério. Nunca tinham sido realmente amigos – Estás numa posição difícil, dude. A Koda é uma rapariga dura de roer, duvido que seja fácil tomar conta dela mas ainda bem que és tu. Sei que és dos melhores. Só não te esqueças que se alguma vez a deixares mal, tu e eu temos um problema!

Estaria Jason a tentar dizer uma piada? Problemas já ambos tinham desde o dia em que Jason tinha rompido com a sua amiga na véspera do casamento. Se se vissem envolvidos numa briga, não havia dúvidas de quem sairia vencedor.

- Podes estar descansado que comigo nada vai acontecer à tua irmã.

- Espero bem que sim. Boa sorte, agora vais ter duas Reed no teu encalço!

Sem dizer mais nada, Jason continuou a andar enquanto se ria, deixando um Sam curioso e confuso para trás.

 

Não muito tempo depois de ter chegado, Maddie desfazia as malas no seu novo quarto. Tinha de admitir que gostava muito da decoração, a irmã tinha excelente gosto.

A irritante..!, é boa em tudo.

Sentiu-se novamente furiosa com a perspectiva de ter de viver com a irmã mais nova. Porquê que o pai lhe fez uma coisa destas!

- Argh… - Abriu a porta e saiu para o corredor. Precisava de espaço. Ia a sair para o jardim quando o viu.

Alto, moreno, com um rosto muito masculino e bonito. Um borracho daqueles à solta em casa da sua irmã? Oh, afinal as coisas até podiam ser interessantes naquela casa…

- Quem é aquele que está ali fora? - Estavam as duas a jantar e até ali nenhuma tinha falado. – É giro.

Por alguma razão, Dakota não gostou do comentário. Mas depois recompôs-se, dizendo a si mesma que não tinha de gostar de nada, Sam só lhe era guarda-costas e nada mais.

- Chama-se Levitt. Sam Levitt. O pai contratou-o como meu guarda-costas.

- E ele está sempre aqui em tua casa?

- Sim – Respondeu brevemente, não querendo discutir mais nenhum pormenor de Sam com Maddie. Esta pareceu que lhe leu a mente. Comeu uma última garfada de arroz e levantou-se – Onde vais?

- Para o meu quarto.

Sem nada mais do que um brilho malicioso no olhar, Maddie deixou a irmã mais velha a acabar de jantar sozinha.

Dakota voltou a olhar lá para fora. Para lá da enorme parede de vidro, estava Sam virado de costas. Vestido somente de preto, parecia mais alto, com quase dois metros. As roupas faziam-no mais magro, também. Ele não era o típico gorila cheio de músculos como costumavam ser os seguranças.

É tão irritantemente bem feito que chega a ser irritante, pensou a morena, logo decidindo que ia ter de espreitar melhor para ver se era verdade ou não.

- Estás idiota outra vez? Tira essa ideia da cabeça – Resmungou para si própria.

Apesar do protesto, a ideia de um Sam muito despido e sensual não lhe saiu da cabeça assim tão facilmente.

 

Os diálogos escritos em negrito e itálico são em "português".

 

No dia seguinte, bem cedo, Sam estava já acordado e em frente ao computador. Eram sete e meia da manhã ali, mas em Lisboa eram sete e meia da noite e, como ele conhecia a sua família, sabia que quase na altura do jantar os ia apanhar todos no mesmo sítio.

Ligou o Skype. O pop-up com a conversação do irmão abriu-se de imediato. Câmaras foram ligas e então… magia! Um reencontro família começou no meio de gritaria, guerras por um lugar no sofá, reclamações de como não cabiam todos na câmara.

“Olá pessoal!”

“Samuel! Saaaaam!” Diziam sempre em uníssono entre sorrisos.

Aquela era a sua família. A mãe e o pai, o irmão mais novo e o irmão do meio com a namorada. Estavam a quilómetros de distância, em Portugal. Raios, como sentia saudades de todos eles. Era sempre difícil, embora compensador, quando fazia daquelas chamadas com a família. As saudades aumentavam, a vontade de regressar também. Há dois anos que não ia a Portugal, há dois anos que não abraçava os irmãos e o pai ou dava um beijo à mãe.

Começaram por falar de trivialidades. Era sempre o mesmo do mesmo. Riam-se imenso. Depois a conversa ficava séria sempre que falavam na doença que a mãe enfrentava… Então ela ria-se, desanuviava o ambiente e voltavam a falar normalmente.

“Prepara-te, Sam, temos algo a dizer-te.” Era Ivan, o irmão do meio. Ao colo dele estava a namorada Luísa. Ela levantou a mão e revelou um belo anel. “VAMOS CASAR-NOS!”

“O quê?!” Exclamou ele, mas não surpreendido pois o noivado do irmão já há muito se previa. Ele e Luísa eram perfeitos um para o outro e namoravam há imenso tempo. “Já não era sem tempo, Ivan. Como é que o conseguiste convencer Luísa?” Brincou.

“Tens que ser o meu padrinho. Nem aceito outra resposta. Quero-te aqui, em Lisboa no meu casamento, ao meu lado na igreja.”

“ Nem eu te deixava teres outro padrinho!”

 A conversa continuou naquele tema. Era uma ocasião feliz, o seu irmão ia casar! Juntos contaram-lhes os planos de fazerem o casamento no Verão, dali a cinco meses. A família estava eufórica, a sua mãe unira-se a Luísa nos preparativos. Era a loucura.

Algum tempo depois a conversa chegou ao fim. Relutantemente, Sam desligou o Skype e fechou o computador. Gostava tanto de estar aí.” Murmurou na língua nativa. Quando se virou para a porta, viu Dakota ali.

- Não te ensinaram que não se ouvem as conversas das outras pessoas? – Ao menos ela não entendia português.

Ela sorriu-lhe. Wow, era o primeiro sorriso que ela lhe dirigia desde sempre sem ser irónico. – Tens uma família grande e feliz – Comentou e logo depois o sorriso morreu-lhe – Por falar nisso… se bem que não tem muito a ver… A minha irmã vai passar a viver aqui em casa. Achei que devias saber.

- Já sabia – Respondeu-lhe – Há algum problema com isso?

Para além do facto de ela te querer saltar para cima? Ao invés de dizer isso, simplesmente disse – Não. Apenas tem cuidado, ela é mais matreira que eu. Não deixes que ela te apanhe – Brincou.

Mas no fundo, o que estava realmente a pensar era: Maddie, aqui não metes as mãos. Ele é meu.


Espero que tenham gostado deste capitulo. Ficaram a saber muitas coisas novas, tanto sobre a Dakota como o Sam, que é nosso conterrâneo pelos visto, haha. Ficaram a saber mais ainda nos próximos capitulos, há mais surpresas preparadas. 

 Na imagem inicial tinham rostos que podem associar à Maddie e ao Jason, mas é só uma sugestão. 

Obrigada pelo maravilhoso maravilhoso feedback que me deram no último capitulo. Infelizmente não pude responder a todos os comentários. 

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publicado às 18:14

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11 comentários

De francis marie a 25.10.2014 às 19:33

Agora são duas interessadas, é o charme português ahahah
Adorei muito ^^

De Joanna a 25.10.2014 às 20:58

omg o jason é super sexy, espero que a gente o veja mais vezes!
e awwwwwwwwwwwwwwwwwwn a familia do sam além de serem adoráveis, são portugueses ahah (ou então só são adoráveis por serem portugueses ahah kidding)
e este final!!! os pensamentos da dakota omg mal posso esperar por a ver a passar mais tempo com o sam e.e
adorei como sempre! beijinhoos

De lostdreams a 25.10.2014 às 21:12

uhh agora há duas, isto vai ser giro, cheira-me que irá haver um triângulo amoroso u.u ahah
aww adorei que ele fosse português, ahah que giro!
gostei muito
beijinhos

De jules emerson. a 25.10.2014 às 21:13

Adorei! :)
Gostei de conhecer os irmãos da Dakota e gostei de saber mais sobre o Sam, principalmente saber que é português, ahah! :)
Fico à espera do próximo capitulo! :D

De twilight_pr a 25.10.2014 às 23:48

E já temos aquele sentimento de posse, adoro!
Adorei este capítulo! Ah e meu deus, como as coisas são! Wow, o irmão dela e a amiga dele, wow tipo wow!!!!
Adorei o capítulo e mal posso esperar para ler mais :D

De • Smartie a 26.10.2014 às 11:44

A Dakota está a ficar com ciúmes, ahahah ^^ Vou gostar mesmo disto 8D
E o Sam é português, omg *---------* Adorei esse pormenor! :D
Mais, mais :3
Beijinhos*

De M a 26.10.2014 às 13:04

Finalmente tive um tempinho para vir matar saudades desta fic. Nunca pensei que a Dakota fosse ter como concorrência a sua própria irmã! Mal posso esperar pelo próximo capítulo. x

De sacha hart a 26.10.2014 às 19:59

Fico contente por continuares a gostar!

De electra kerry a 26.10.2014 às 13:05

Opá adorei o capítulo *-* estou a gostar bastante desta fan-fic. Com que então o Sam é cá dos nossos! Esta Maddie cheira-me que vai fazer das suas e não no bom sentido.
Mais mais
Beijinhoo*

De liz collingwood a 30.10.2014 às 19:57

já li uns três capitulos seguidos porque com a minha humilde "não disponibilidade", até me passa isto - nem sei como é que possível! está fantástico, a história está demais! continua continua continua :D

De Sara a 03.11.2014 às 13:01

que querido, pores a família dele a ser portuguesa! adorei!
e o final está de morrer a rir ahah :)

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