Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Capitulo 4 {In My Dreams}

por sacha hart, em 11.04.14

Os lábios de Shannon e Emry permaneceram colados, o beijo prolongado por ambos e intensificado.  Finalmente provavam o sabor um do outro, um desejo há muito criado por sonhos por demais maravilhosos.

A necessidade de ar quebrou o beijo. Ele cruzou o seu olhar na mulher loira, esperando ver aquilo que pretendia: desejo, fogo. Tinha a certeza que o seu olhar espelhava o mesmo. Esperara duas semanas por este momento, quando finalmente comprovasse que os lábios dela eram tão sedosos e deliciosos como os seus sonhos faziam querer. O único problema era aquele simples beijo não resolver o desejo crescente, mas sim intensificá-lo.

Emry sentia o mesmo. O beijo deixara o seu corpo num crescente frenesim de excitação que nunca sentira antes. Aliás, aquilo que Shannon provocava nela eram sensações completamente novas, mesmo para uma mulher de vinte e sete anos como ela.

- Em, diz-me se devo recuar. Tenho tanta vontade de te beijar novamente…

Ele estava a dar-lhe escolha. Ou o afastava, ou beijava-o novamente e sabia lá onde iriam parar. Se calhar nem se importava muito.

- Beija-me!

Pousaram ambos os copos na mesa de cano alto e lançaram-se aos braços um do outro. Por muito cliché que fosse, era como se o mundo tivesse parado, apenas eles giravam e dançavam no prazer do momento.

As mãos dele seguiram inquietas pelo corpo delgado e elegante dela. Ainda assim desejava explorar mais, ver além daquilo. Queria prova-la no seu todo. Nunca antes desejara tanto uma mulher, era de loucos!

- Alguém pode vir aqui e ver… - acabou ela por murmurar, entre beijos.

- Queres…?

- Sim. – Respondeu prontamente.

Shannon pegou na mão dela e saíram da varanda discretamente. Seguiram para a saída do edifico, evitando câmaras e confusão. Entraram para um dos táxis nova-iorquinos juntos, de mãos dadas, prevendo aguentarem a espera até ao hotel.

 

Durante a curta viagem até ao Hilton’s, Emry enviou uma mensagem a Hayley desculpando-se por se ter ido embora. Não mencionara o facto de estar com Shannon, nem que iam a caminho do hotel dele. Pensava nisso agora. Seria precipitado? Afinal era um homem quase desconhecido – pelo menos para ela, pois para o resto do mundo ele era alguém conhecido.

- Se tiveres segundos pensamentos podemos alterar o rumo.

Olhando para ele, percebeu que não tinha dúvidas.

- Não, não tenho segundos pensamentos – Sorriu.

Saíram apressadamente do táxi. Passaram pelo lobby do hotel até chegarem ao elevador. A viagem até ao nono andar foi dura e apenas com autocontrolo não se enrolaram logo ali.  Com uma perícia inata, o baterista passou o cartão e entraram no quarto.

Às arrecuas, caíram na cama. As mãos de Shannon iam apressadas pelo corpo dela, assim como as dela no dele. Os beijos continuavam, agora acompanhados de toques e caricias. Desfizeram-se das roupas até terem pele contra pele. Havia uma necessidade enorme e irresistível de se tocarem, um desejo que se sobrepunha a tudo.

- Anda… Por favor, vem.

Entreolharam-se uma vez mais. Ele apoderou-se do corpo dela. Não houve hesitações nem dúvidas, estavam ambos exaltados por finalmente provarem aquilo que os atormentara durante noites, em sonhos escaldantes e eróticos que em tudo levara a este momento.

Emry arrastou as mãos pelas costas dele, arranhando-as sempre que uma investida de Shannon fazia tremelicar o seu corpo, cada vez mais quente e ávido de prazer. Os gemidos dela incentivavam-no, também ele prestes a perder-se numa onda de prazer.

Juntos, agarrados um ao outro, caíram numa intensa espiral de prazer que pareceu durar séculos. Beijaram-se uma e outra vez, esbaforidos e sem fôlego. Aquele tinha sido o melhor momento da vida de ambos.

- Shannon…

- Emry…

Durante a noite ocuparam-se de repetir e repetir o mesmo prazer, de se perderem um no outro até não terem energia para mais. Adormeceram perto da madrugada, ela aninhada nos braços dele.

 

Grunhindo baixo, Emry remexeu-se na cama. Continuava nos braços de Shannon. Sorriu instantaneamente. Passou a sua mão pelos músculos torneados do corpo dele, depois suavemente afagou a face dele. Ele era o homem mais bonito que alguma vez vira.

- Bom dia…

- Hey.

Ele não a soltou. Pelo contrário, abraçou-a mais firmemente e inclinou-se para um beijo de bons dias. Emry colocou-se mais uma vez em cima dele e riu-se.

- Sabes, nunca fiz isto antes?

- O quê? – Perguntou a loira, sabendo que ele não se podia referir ao sexo pois era espectacularmente bom para um principiante.

- Dormir com alguém que acabei de conhecer. A parte do sexo não é novidade mas… esta é a minha forma de dizer que gostei de dormir contigo. Soa estranho, não soa? Desculpa.

Emry abanou a cabeça. O mesmo se passava com ela – Também gostei de dormir contigo.

- Quero passar o dia na tua companhia.

A frase dele surpreendeu-a. Não sabia bem o que esperar depois daquela noite. Chegara mesmo a pensar que quando o sexo acabasse ele a ia mandar embora. Agora pedia-lhe para passar o dia com ele? Devia dizer-lhe não e ir para a sua vida antes que algo mais acontecesse.

- Está bem – «Raios, Emry, vais arrepender-te.»

 

Uma hora mais tarde estavam a caminhar pelo Central Park. Não iam de mãos dadas nem braços entrelaçados mas a distância entre os dois era curta e bastante íntima. Nenhum deles se apercebia que tinham as mãos inquietas, quase sempre a esbarrarem-se mas sem tampouco o fazerem.

 - Então…

- Então…

- Então és um músico famoso.

De todos os tópicos existentes, ela começara logo por aquele.

- Tenho o meu «quê» de fama, sim.

- Não tens ar de ser famoso.

- Como assim? – Perguntou, erguendo a sobrancelha.

- Não sei, dás-me a impressão de ser um homem terra-a-terra.

- É possível ser famoso e ainda o ser – Retorquiu.

Emry tinha sérias dúvidas em acreditar nisso, já conhecera um número considerável de famosos e nunca ficara com uma boa impressão. E contudo Shannon dava-lhe uma confiança diferente. Sentia que podia contar com ele.

- Eu não sou famosa. Isso faz-te diferença?

- Que raio de pergunta é essa? E não, não me faz diferença nenhuma. Porque haveria?

Ela encolheu os ombros e continuou a andar. Foram até um quiosque que vendia pretzels e Shannon teve a galante ideia de lhe oferecer um.

- Tenho mesmo que te perguntar, que idade tens?

Ele riu-se – Tenho quarenta e dois.

Emry olhou atónita para o homem que tinha à sua frente. Em que mundo é que Shannon Leto podia ter quarenta e dois anos?

- Eu sei, estou bem conservado.

- Lá isso estás.

Soltou uma gargalhada e trincou o pretzel, ficando com o canto da boca sujo de açúcar. Shannon parou-a e agarrou gentilmente no rosto da mulher. Sabia que, num lugar tão público quanto aquele não deveria fazer aquilo que estavas prestes a fazer… Beijou-a, primeiro no canto e depois num beijo mais intenso, bem doce. O simples tocar de lábios arrepiava o seu corpo… e o coração batia mais rápido, embora isso fosse uma tolice, claro.

- Estavas suja de açúcar.

- Ah..Ham…Tinha reparado…Obrigada – Agradeceu bem sem jeito.

Passearam o resto da tarde a conhecerem-se. Ele levou-a a um restaurante perto da praia, o qual ela tinha gostado muito. Emry tentou convencer-se que aquilo era apenas uma saída casual, nenhum encontro e que certamente depois do passeio iam dizer adeus e seguir caminhos diferentes. Essa súbita ideia partia-lhe o coração.

- Shannon…

Ela parou-o antes de chegarem ao hotel. Fitou os olhos castanhos dele e sorriu. Era um homem tão belo, tão irresistível. «E foi meu por algum tempo.» Mas chegara ao fim, não?

- Não digas nada, sobe comigo.

Puxou-a pela mão até entrarem no elevador. Ambos sabiam que não iam conseguir ficar longe um do outro, havia demasiada química entre eles e o resultado do dia que passaram juntos tornara-a ainda mais forte.

Pararam no corredor, perto da porta do quarto dele.

Emry mordeu o lábio, contendo-se para não o beijar. Ia custar-lhe mais ir-se embora se o fizesse. Foi então que ele a beijou. De tirar o fôlego, uniu os lábios aos dela. Não sabia nada a uma despedida.

- Não quero que te vás embora. Fica comigo.

- Esta é a minha última noite de folga.

- Não me refiro apenas a esta noite.

As palavras dele demoraram a ser processadas na mente dela. «Não pode ser», pensou para si mesma. Estava mesmo a ouvir aquilo?

- Que dizes, Shannon?

- Digo-te que quero que fiques. Sei que vai soar uma maluquice mas não paro de pensar em ti desde a noite em que te conheci – A revelação surpreendeu-a, já que andava na mesma situação – Passei as últimas duas semanas com o teu rosto nos meus sonhos. E então voltei a ver-te e soube que não te podia largar. Ontem foi a melhor noite da minha vida e posso soar que nem um louco, mas gosto muito de ti.

- Shan…

- Escuta. Sei que não tenho o estilo de vida mais fácil e isto é completamente despropositado porque só nos conhecemos melhor há um dia. É loucura, não é? E no entanto é assim que me deixas, Em. Louco. Louco por ti.

Era uma loucura, com certeza. Mas uma bela e doce loucura. Emry podia juntar-se à loucura já que pensava, ou melhor, sentia o mesmo. Não sabia como mas aquele homem de olhos castanhos conquistara-a tão facilmente, entrara no seu coração em tão pouco tempo. Em vinte e sete anos de vida nunca lhe acontecera tal coisa.

- Ficas comigo? Antes de dizeres não, quero que saibas que estou a ser o mais honesto que posso ser.

- Não vou dizer não.

Um enorme sorriso abriu-se na face dele.

Podia ser um risco mas ele fazia-a feliz, conclui Emry. Era algo que sentia falta na sua vida: felicidade.

Envolveram-se num abraço apaixonado. Os braços de Shannon rodeavam o seu corpo ternamente e ela acabou por entrelaçar os braços à volta do pescoço dele. Aos arrecuos, e enquanto se beijavam, tropeçavam para chegar à porta do quarto.

Sem tanta agilidade como na noite passada, tiveram de parar entre risos para que Shannon conseguisse abrir a porta. Quando a abriu, deparou-se com algo que não estava à espera. 

 

 

Gostaram? Este foi um dos capitulos que mais gostei de escrever.

E disto isto digo-vos que estou quase a acabar de escrever a fic - e só contará com mais quatro capitulos!

Obrigada pelos comentários (:

 

ps: desculpem qualquer erro, não tive tempo de rever

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sacha Hart
PerfilBlogTumblr


2 Online
of

3177 Visits




10 comentários

De twilight_pr a 11.04.2014 às 18:16

Gostei imenso devo confessar, a minha parte favorita foi: "- Eu sei, estou bem conservado." foi perfeita xD
Gostei imenso do capítulo, adorei adorei adorei!
Quero mais :D

De Ynis a 11.04.2014 às 19:10

esse algo que não estava à espera, não será antes um alguém, nomeadamente aquela gaja que esqueci-me o nome que estava com ele?
gosto imenso deste capítuloo, foi o melhor até agora e.e

De Ynis a 11.04.2014 às 19:47

pois, acredito que sim.. DEFS como és, acredito que seja mesmo a coisa com maior jeito que até agora escreveste.
estou perto da verdade? nice.. e qual é a verdade total?

-

está à espera de se vingar. e depois, as coisas são mais complicadas do que tu imaginas.

De Ynis a 11.04.2014 às 19:55

vejo se me apetecer.

De francis marie a 11.04.2014 às 21:26

Queres ver que é a "namorada" dele? o:
Amei este capitulo, a serio amei mesmo s2

De lostdreams a 11.04.2014 às 21:30

que capítulo tão fofo *-* adorei!!!!
e quem está no quarto aposto que é a namorado dele!! omg estou super curiosa
beijinhos

De • Smartie a 12.04.2014 às 00:53

Gostei imenso deste capítulo, eles são tãooo queridos *-*
E esse final, omg :o De certeza que deve ser a 'namorada' dele :c
Mais, mais! :D
Beijinhos*

De NOVO BLOG acupoftea.blogs.sapo.pt a 12.04.2014 às 10:55

É a outra, né? Grrrr, se for ela, odeio-a por vir estragar tudo!!!
QUERO MAIS IMEDIATAMENTE
Para quando o próximo?!

De liz collingwood a 13.04.2014 às 02:30

ooooh first comment da fic ihih opa gostei tanto mas tanto!! vou ter sonhos com o shannon :p

De Yria Rivers a 16.04.2014 às 15:52

aposto que é a ex dele!
adoreiiiiiii eles são tão sexys omfg

Comentar post