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Capitulo 1 {Her Bodyguard}

por sacha hart, em 27.09.14


Fazia quase dez horas da manhã quando Sam entrou no bloco de escritórios que constituíam a Lawson Security, a mais bem-sucedida empresa de segurança do estado da Georgia.

Water Lawson era um dos sócios da empresa, o patrão, e estava sentado atrás de uma secretária elegante que provavelmente custava mais do que o salário inteiro de Sam. Não que ele ligasse. Com a profissão dele já se habituara aos luxos desnecessários das pessoas que tinham dinheiro para gastar. Preocupava-se mais com a razão pela qual fora chamado ao escritório do Lawson, coisa que até então nunca tinha acontecido.

- Bom dia, Mr.Lawson.

- Senta-te Levitt, tenho um novo trabalho para ti.

Sam sentou-se. A cadeira era desagradável, demasiado pequena para um homem de quase dois metros, como era o caso dele. Só que ali, à frente de Water Lawson, sabia que a ordem não podia ser ignorada com risco de incorrer o mau humor famoso do homem.

- O meu trabalho no Lust não está do seu agrado? É um sítio difícil de controlar mas eu e a minha equipa temo-nos mantido alerta.

- O vosso trabalho no Lust não é discutível. És um dos meus melhores agentes, Levitt – O patrão dizia-o com uma voz que só parecia falar dinheiro, pelo que Sam não se sentiu elogiado – Preciso de ti noutro sítio. Vais assumir o lugar de guarda-costas pessoal em Hollywood.

Hollywood? Isso envolvia mudar de cidade, trocar de estado. Los Angeles era o pior sítio possível, o último lugar onde queria trabalhar. Já para não falar da nova tarefa que o patrão lhe punha em mãos.

- Com todo o respeito, Mr.Lawson, há outros agentes também qualificados para o trabalho. Eu preferia manter-me aqui em Atlanta. Para além do mais, não sei se está ciente, mas eu deixei de me candidatar para guarda-costas pessoal.

- Que raios, Levitt, estou a dar-te uma promoção e tu recusas? – O tão conhecido mau humor de Water Lawson começava a emergir – És o melhor. O cliente quer alguém como tu. Vou duplicar o teu salário se te comprometeres a ficar 24 horas sob 24 horas. Ouvi dizer que precisas do dinheiro, não é?

Cabrão. O dinheiro extra seria muito bem-vindo. O dobro do seu salário actual daria uma ajuda preciosa a ele e à sua família. Water sabia-o e estava a jogar com isso a seu favor, pressionando Sam a aceitar.

- Então como ficamos, Levitt? Aceitas o teu novo cargo ou ficas fora da Lawson Security?

Contendo-se para manter a postura, Sam cerrou os punhos e num rosto fechado encarou o patrão, o estuporado Water Lawson a quem o dinheiro era a única coisa que interessava. A resposta saiu-lhe baixa, quase cerrada num murmúrio.

- Conte comigo.

 

 

Dois dias depois Sam Levitt deu consigo num avião com destino a Los Angeles. A solarenga Califórnia cativava-o tanto como um dos seus cactos do deserto. Já lá passara uma temporada e não tinha nada de bom a dizer. As pessoas viviam na lua, à procura de fama e não se preocupavam em espezinhar os outros para o conseguir.

O que lhe valia era a experiência em estar rodeado de pessoas imbecis e egocêntricas. Podia incluir o seu patrão nesse círculo de gente com quem não se interessava em relacionar.

- Senhor, deseja alguma coisa?

A jovem hospedeira dirigia-se-lhe com um sorriso franco e animado. A gargalhada baixa que ela soltou quando Sam lhe dirigiu o olhar fê-lo perceber que a rapariga não falava com ele por acaso, e também que o inocente tocar na sua perna não tinha sido um descuido.

- Já que aparece. Pode ser uma Bud.

Mais do que feliz por concretizar o pedido dele, a hospedeira assentiu e caminhou até à sua cabina.

- É bonita, a moça. Está-se a fazer a si, não sei se percebeu.

Por momentos Sam olhou para a senhora sessentona que ia a seu lado. Lembrava-lhe a mãe dele. Pequena, com cabelos loiros esbranquiçados e um sorriso divertido, a mulher inspirou-lhe confiança para sorrir.

- Não tinha percebido mas obrigada – Mentiu pois sabia que ia fazer a delícia à senhora. Tal e qual como imaginado, a mulher adorou ter sido a primeira a dizer-lho.

- Quer apostar que vai escrever o número dela na cerveja?

- Crê mesmo nisso? Acho que vamos ver já…

A hospedeira voltou, desta vez ainda mais sorridente. Trouxe a Bud de Sam e pousou-a em cima de uma base de cartão. Mais um “inocente” roçar de pernas com ele e voltou para trás.

- Vê? Eu tinha razão! – Disse a mulher alegremente vendo um número e um nome escrito na base que Sam lhe mostrava agora – É uma moça muito formosa. Quando aterrarmos vai ligar-lhe?

Por norma, Sam não suportava que se metessem na sua vida. Contudo a mulher era genuinamente simpática e a semelhança com a sua mãe fazia-mo ter saudades de casa, pelo que não se importou com a curiosidade da senhora.

- Não vou. É uma mulher jovem e aventureira, talvez partilhássemos um jantar e uma noite mas não estou para aí virado. Sabe, vou para Los Angeles em trabalho e não vou ter tempo para essas coisas – Respondeu.

- Não me diga que é um rapaz que só pensa em trabalho? Isso é que não pode ser! Veja lá, você é tão jovem e bonito, tem que aproveitar a vida.

- Está a namoriscar comigo? – Ambos se riram – Seja como for só durará uns meses. Sou guarda-costas. É um horário de vinte e quatro horas, tempo inteiro. Não estou sequer interessado em relações.

Por uns segundos ocorreu-lhe que estava a abrir-se da sua vida para uma estranha. Uma mulher simpática e idosa, mas ainda assim uma estranha que não conhecia de lado algum. Reflectiu que talvez fosse por isso que era fácil. A certeza que de que provavelmente nunca veria aquela senhora outra vez dava-lhe a comodidade de falar, pois quando o avião aterrasse a conversa encerraria e era como se nunca tivesse acontecido.

- Não diga que não está interessado. Que idade tem? Vinte e seis, vinte e sete anos?

- Trinta e um – Corrigiu ele.

Depois de esboçar um olhar surpreso, a mulher continuou – Como eu dizia, é jovem. Não estará na altura de assentar, encontrar uma boa moça e ter filhos? Sou antiquada mas sei que não há nada melhor na vida como a família e você parece ser do género de homem que se sairia bem nisso.

Nisto a mulher estava enganada. Era um homem que amava a família mas não fazia planos de constituir a sua. A mulher certa era o que ele precisava de encontrar e se até agora isso não tinha acontecido, Sam duvidava que fosse acontecer. A sua vida envolvia riscos e tempo que ele não tinha para amar e cuidar de uma família só sua. Ainda assim, sem o admitir, Sam conservava a esperança de um dia ter tal felicidade. 

- Talvez seja a altura, mas o timing é completamente errado – Acabou ele por responder sem fazer muito caso. Pegou na pasta que tinha à sua frente – Espero que me desculpe, tenho trabalho para fazer antes de aterrar.

A simpática senhora entendeu a dica, mas não antes fazer uma careta de reprimenda por ele se lançar ao trabalho.

Sem mais conversas até ao final do voo, Sam embrenhou-se nos seus pensamentos enquanto tentava (mas falhava) ler os seus relatórios.

 

 Após quatro horas e meia de voo, o avião aterrou na Cidade dos Anjos. A primeira coisa em que Samuel Levitt reparou foi na temperatura seca. A segunda foi no carro preto da Mercedes estacionado em frente à saída do aeroporto. O que parecia ser um carro completamente normal era na realidade uma das poucas bombas da Lawson Security.

De lá saiu uma mulher. Com ar de quem rondava os quarenta anos, tinha o corpo de uma rapariga de vinte. Vestida totalmente de preto e usando uma maquilhagem sublime, só podia ser Christa Patterson.

- Vais demorar muito, Levitt?

Os lábios de Sam estreitaram-se naquilo que podia ser chamado um sorriso quase divertido.  Dirigiu-se a Christa e cumprimentou-a com um beijo nos lábios. Ela apreciava gestos ousados desde que se conheciam.

- Vejo que ainda não aprendeste boas maneiras. Pode ser que o ar de Los Angeles te faça mudar.

- Duvido muito, Christa. Tu és nativa de LA, por isso se a cidade me fizer mudar só vai ser para pior.

- Sam Levitt, o mesmo engraçadinho de sempre! – Comentou a mulher mais velha ironicamente. Sam era das poucas pessoas com quem ela era simpática – Agora fazes o favor de colocar as malas na bagageira e entrar? Temos caminho a fazer.

- Certo, Boss – Sam respondeu, fazendo logo de seguia o sinal de continência.

Christa Patterson era a dirigente da filial Lawson Security na Califórnia. Rigorosa e ambiciosa, exigia o melhor dos seus agentes. Era conhecida pela sua audácia, sucesso e mau humor nos quatro cantos dos EUA. A fama que lhe seguia agradava-a e a sua opinião era tida em grande conta por todos os seguranças. Até mesmo para Sam que geralmente não se importava com opiniões. Christa sabia que ele era bom, muito bom e esperava não estar a compromete-lo com o trabalho que lhe punha em mãos.

- Podes ir direta ao assunto, Christa. Para quem e para quê.

Sempre direto ao assunto, era esse Sam. Ela gostava dele assim.

- George Reed. Ele acha que a filha precisa de um guarda-costas pessoal, segurança permanente.

Sam reconhecia o nome do homem. Tinha já feito alguns trabalhos em eventos de George, ele que era um empresário de Atlanta.

- Eu sou segurança, não babysitter. Esse George que não se engane – Bufou de irritação. É o trabalho que tens, Sam, e vai render bom dinheiro. Se tiveres de ser babysitter, sê-lo-ás - Preciso de mais informação,

Christa passou-lhe duas pastas amareladas. Eram finas, o que significava pouca informação na mesma. Resignado, Sam simplesmente anotou que teria de investigar o caso a fundo para fazer o seu trabalho com a maior eficiência, apesar de o cargo não lhe agradar.

- Terás mais assim que falares com o próprio George – O carro parou e a mulher abriu a porta. Porém, antes de sair, olhou para o seu agente – Aceitaste este cargo, Sam e espero que estejas à altura da tarefa – Ignorou o resmoneio sarcástico dele – Ambos sabemos como correu a tua última expedição enquanto guarda-costas pessoal. Não quero repetições.

Desta vez Sam olhou-a duramente, já sem pinga de humor – Não vai haver repetição alguma – Assegurou num tom amargo.

Christa por fim saiu e ele seguiu-a, mas não sem primeiro soltar uma praga por ela o ter feito recordar o único deslize da sua carreira.


 

E foi este o primeiro capítulo de Her Boyguard. Serviu apenas para levantar o suspense, agora já fazem mais ou menos ideia do que vai acontecer. O próximo capitulo será melhor, chega já no próximo sábado.  Quanto a este, gostava mesmo muito de saber o que é que acharam. Ficaria muito agradecida. Obrigada por terem lido!

 

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19 comentários

De twilight_pr a 27.09.2014 às 20:03

O que é que eu achei sobre este capítulo? Eu amei este capítulo!
E quero muito mais, ainda por cima da maneira como terminaste este!
Quero saber mais :D :D :D
Beijinhos*

De twilight_pr a 27.09.2014 às 20:38

Eu acho que para primeiro capítulo ficou fantástico!

De twilight_pr a 27.09.2014 às 20:43

Gosto sempre muito mais dos rapazes dos livros do que dos rapazes, mas desta vez *-*
Primeiro que tudo foi mesmo o Cam *-* Jesus Leto Kaulitz ele era simplesmente perfeito! Eu adoro-o!
Ele não desistiu daquele primeiro encontro durante meses! Todos os dias perguntava xD

De andyjopanda a 27.09.2014 às 20:45

Adorei <3 está muito bom. As duas personagens, já estou bem a ver, devem-se dar lindamente, lol :) Eu queria ler mais, porque não postas já amanhã, em vez de ser só no próximo sábado, estou a ficar amuada, quero ler mais :D

De Silver Sky a 27.09.2014 às 20:54

gostei bastante .)

De francis marie a 27.09.2014 às 22:30

Pronto, um capítulo e eu fico logo a morrer de curiosidade para o resto da história!
Amei muito mesmo ^^

De ella mentry a 27.09.2014 às 23:59

Adorei e fiquei bastante curiosa para o resto da história, isto promete *-*
beijinhoo*

De • Smartie a 28.09.2014 às 00:16

Gostei muito deste primeiro capítulo, sem dúvida que me aguçou a curiosidade em relação ao que virá de seguida :)
Mais! :D
Beijinhos*

De Joanna a 28.09.2014 às 00:37

omg o.o adorei, a sério o.o
ahah adorei a conversa do sam com a mulherzinha no avião e omg este final, o sam já teve um caso com alguém enquanto era guarda-costas pessoal!!
mal posso esperar por ler mais ahah por vê-los aos dois juntos, algo me diz que vai ser muito engraçado e.e
adorei!

De M a 28.09.2014 às 00:39

Gostei imenso do que li e espero ansiosamente pelo próximo! Adorei a escrita mais uma vez. x

De sacha hart a 28.09.2014 às 00:45

Muito obrigada pelo comentário, M! Espero dar-te razões para continuares a gostar nos próximos capítulos :3

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