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Capitulo 15 {Her Bodyguard}

por sacha hart, em 22.08.15

 

Ele amava-a. A realidade era tão doce que Dakota ainda tinha dificuldades em acreditar. Sam não fora o primeiro homem a dizer-lhe tais palavras. Contudo, fora o primeiro a quem as retribuía.

- Amo-te, Sam – Dissera-lhe em resposta e voltara a repeti-lo quantas vezes foram precisas durante a eterna noite que passaram juntos, perdendo-se nos luxos do amor e da paixão. A verdade era aquela – amava-o como nunca amara ninguém.

Dakota estava sentada no parapeito da janela na manhã seguinte. Sam ainda dormia profundamente na cama, envolto nos lençóis amassados e revoltos. Ela observava-o com espanto. O homem mais bonito que alguma vez vira e quisera estava na sua cama. Era seu.

Isso fê-la acordar de bom humor e inspirada. Dakota decidiu fazer algo que não praticava há imenso tempo. Desceu até uma salinha anexa da sua grande casa e encontrou guardados alguns dos seus instrumentos. Retirou com cuidado a guitarra acústica da mala e levou-a para o jardim. Sentou-se numas almofadas e, perto de si numa mesa pequena, pousou um caderno aberto e uma caneta.

- Vamos a isto!

Depois de afinar a guitarra, soltou os primeiros acordes. A melodia trouxe-lhe memórias da sua infância quando a sua mãe lhe ensinara a tocar. Havia coisas que nunca se esqueciam e esta era uma delas.

Envolta na sua própria nostalgia e descontracção, Dakota continuou a tocar e a escrever.

 

 

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Capítulo 14 {Her Bodyguard}

por sacha hart, em 05.06.15

 

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Khris Johnson. Aquele cabrão.

Era ele para quem ela sorria. Ele quem a tocava, quem a abraçava. Era ele que a fazia rir. Era Khris a quem ela falava, a quem beijava. O ciúme corroía-o por dentro. Sam não se lembrava de alguma vez ter tido inveja de alguém como agora sentia de Khris Johnson.

Aquele cabrão sortudo, realmente.

As rodagens para o filme que Khris e Dakota protagonizavam duravam já há três semanas.  Sam, na qualidade de guarda-costas - e apenas isso -, estava sempre presente nas filmagens. Às vezes assemelhava-se a tortura: ver a mulher que amava nos braços de outro.

Pois ele amava-a.

Essa realidade tomara-o de assalto, sem lhe dar espaço para negações. Ele amava Dakota como nunca amara outra mulher. Tudo nela fazia o seu coração bater mais rápido. Nem sequer fazia sentido.

- Corta! Excelente! – Gritou o realizador – Fim por hoje. Pearl, querida, foste fantástica! Khris, estás a dar-lhe bem!

Samuel assistia ao desenrolar da ação por detrás das camaras, num canto sombrio. Ninguém costumava dar por ele ou incomodar-se com a sua presença. Por isso, quando as câmaras começaram a ser afastadas e o espaço vazado, ele soube que ela era a única na sala a dar-se conta da presença dele. O olhar esmeralda dela fixava-se nele com uma angústia latente. Depressa Peal desviou a sua atenção do guarda-costas que ultimamente evitava e com quem raramente falava.

Embora odiasse o tratamento distante dela, Sam sabia que as coisas deviam ser assim.

Aliás, nunca deveriam ter sido de outra maneira.

 

 

 

 

 

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Sacha Hart
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