Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Oneshot { Irish Love }

por sacha hart, em 05.10.13

 

Maylie mirou-o discretamente, como tinha vindo a fazer secretamente há já duas semanas desde que o vira pela primeira vez. Ele, como em todas as outras noites, estava sentado no extremo do balcão, bebendo uma caneca de cerveja e observando fugazmente a banda folk que tocava.

Ela não entendia a atração que sentia por aquele estranho. Não fazia a menor ideia de quem era o homem nem o porquê de ele vir ao pub todas as noites. Talvez fosse esse mistério a razão da sua curiosidade.

Claro, só pode ser isso; pensou ela, absorta.

- Maylie, podes dar-nos uma ajuda esta noite? – a voz da irmã Stacey e também empregada do pub chamou-lhe a atenção – Não estamos a dar conta do recado aqui ao balcão. Vai buscar uma t-shirt e arraste esse teu rabinho irlandês para aqui.

A rapariga nem resmungou, apesar de querer. Não se importava de ajudar. Por isso, três minutos depois, já tinha um pólo preto vestido, igual ao de todos os empregados.

- Começa por este… Depois aquele… Esse só aceite Guiness, mesmo que assim não o peça. Qualquer coisa chama-me – Stacey desapareceu tão depressa quanto apareceu.

Os inúmeros pedidos eram uma cacofonia e tremenda confusão, pensou a rapariga enquanto tentava resolvê-los a todos. Com tanta agitação, não pusera os olhos no homem desconhecido. Esse continuava silencioso no canto do balcão, a poucos metros dela.

Duas horas mais tarde o ritmo acalmou. A maioria das pessoas já estavam aquecidas pela cerveja irlandesa (umas talvez mais do que seria recomendado) e limitavam-se agora a cantar e dançar ao som do folk.

A rapariga disse a si própria que podia fazer uma pausa. Encostou-se a um canto, bebericando a sua própria cerveja.

- Uma noite agitada – Comentou o estranho. Até ali, ela não se dera conta que estava tão perto dele.

- Pois, sim… O normal para uma noite de sexta-feira – respondeu, esboçando um sorrisinho nervoso.

O homem, visto de perto, era tão mais atraente, reparou Maylie. Possuia lábios carnudos que a fizeram pensar em como seria tê-los pressionados contra os seus. O súbito pensamento fê-la corar radicalmente e engasgar-se com a cerveja.

Ele, o homem atraente, sorriu-lhe levemente mostrando umas covinhas sensuais.

- Não és uma das empregas. Como te chamas?

Ela hesitou um bocadinho. – Maylie.

- Prazer em conhecer-te Maylie.

Oh deuses, era impressão dela ou o seu nome dito por ele soava tão... Atractivo? Por momentos a rapariga desejou ter saído maquilhada de casa, nem que fosse só com  uma sombra nos olhos. Mas tu não gostas dessas coisas, relembrou-se.

- E tu, como te chamas?                             

- Adam. Adam Gallagher.

Maylie espantou-se ao reconhecer o nome.

- Tu és aquele...

Adam ergueu um dedo para selar os lábios da rapariga antes que alguém a ouvisse dizer que ele era um modelo famoso, sobrinho da senhora Kellan Gallagher.

Maylie ouvira imensas histórias a respeito dele, que em pequeno fora para a América e conquistara imensa reputação no mundo da moda. A tia não parava de se gabar, apesar de raramente ver o sobrinho.

- É um prazer conhecer-te pessoalmente. A Kellan falou-me de ti. Não sabia que estavas de visita.

- E não estou.

A rapariga ergueu o sobrolho, curiosa. Ia perguntar-lhe o que é que ele queria dizer com àquilo mas foi então que a irmã Stacey a voltou a chamar.

- O dever chama-me, Mr. Gallagher.

Dirigiu-se rapidamente para ao pé de Stacey que lhe arranjara uma tarefa na cozinha. Durante meia hora ela permaneceu no ambiente culinário.

- Ficas a dever-me uma, Stace.

- Eu sei, eu sei... Obrigada pela ajuda maninha.

Depois de devolver a "jaqueta", Maylie saiu e olhou  atentamente para o pub. Adam Gallagher não se via em parte alguma. Também, estava à espera do quê ? Suspirou e preferiu sair pelas traseiras.

Adam estava à espera dela, encostado  a um incrível desportivo vermelho. Tinha um cigarro na mão e um sorriso sedutor nos lábios.

- Não acabamos a nossa conversa.

- Pois não - concordou ela, aproximando-se - pensei que te tivesses ido embora.

Ele lançou-lhe um olhar que a deixou nervosa. Era o efeito de observar aqueles olhos selvagens. A rapariga não sabia o que dizer, ficara subitamente com um nó na garganta... Ou seria no coração?

- Penso que a nossa conversa ficou suspensa na parte em que eu te dizia que não estou de visita.

- Ah, sim, pois era... - balbuciou ela.

- Ao invés de te dizer prefiro mostrar-te. Permites-me levar-te a minha casa, Maylie?

Ela sabia que devia ponderar a resposta a dar. Contudo o "sim" saiu-lhe rápido e seguro, sem hesitações. Acontecesse o que acontecesse, ela era uma jovem adulta e naquele momento diria sim a tudo o que aquele homem irresistível sugerisse.

Pouco tempo depois já estavam no interior do apartamento dele. Sem perguntas e sem necessidade de respostas ela avançou para o quarto dele, direcionada pelo desejo  de sentir mais dos lábios de Adam - lábios esses que a estavam a beijar nesse preciso momento.

- Sim, Adam, sim... - ela pedia por mais e ele não se importava de realizar todos os seus pedidos.

 

Horas depois estavam os dois deitados ao lado um do outro, abraçados na grande cama. A respiração de ambos era ofegante.

Maylie não sabia onde tinha a cabeça quando decidira avançar com Adam para casa dele. Provavelmente nem pensara de todo. Limitara-se a seguir o seu instinto e realizar os caprichos sensuais que o homem parecia querer resolver. Não estava arrependida. Fora a noite mais fantástica de sempre e Adam Gallagher revelara-se ser muito mais do que estava à espera.

- Hum...

Ele sorriu enquanto a comtemplava. Achava adorável o tom rosado que lhe provocava - Hum?

- Sim, Hum. Contínuo sem perceber o que não me queres dizer. E o que me quiseste mostrar... Porquê que estás aqui, na Irlanda?

A pergunta dela divertiu-o. Agarrou na mão dela e entrelaçou os dedos nos dela. Ouviu um suspirar leve vindo da parte dela.

- Ainda não conseguiste perceber, minha querida? Vim para ficar, quero um vida real, longe da confusão que é a minha profissão. E quero-te a ti, Maylie. Quero viver a minha vida contigo

Ela arqueou uma sobrancelha. Estava confusa e admirada e mesmo assim a confissão de Adam fora a coisa mais romântica que alguma vez ouvira - O que é que estás a dizer, Adam?

- Precisamente àquilo que ouviste. - Ele inclinou-se para a beijar - Estou em Dublin há três semanas. De início não tinha planos nenhuns e então vi-te no pub. E tenho andado a ver-te nas últimas duas semanas. Simplesmente sei que és a mulher para mim... Estou apaixonado por ti Maylie.

Ela remexeu-se nervosamente na cama enquanto o fitava. Teria-se rido caso Adam não apresentasse uma expressão séria e sincera. Sem saber o que dizer ou pensar, procurou mais uma vez o reconforto dos lábios dele.

- Acho que és louco Adam. Mas bom, todos nós irlandeses somos um pouco. E eu... Não sei como é possível mas acho que também estou apaixonada por ti.

Adam não cabia em si de tanta felicidade. Nunca se sentira assim em toda a sua vida e continuava admirado por uma mulher como Maylie ter algo tão intenso nele.

- Sabes que soaste um pouco assustador há pouco, não sabes?

- Um pouco . As palavras soavam melhor na minha cabeça: "Ando a observar-te há duas semanas".

- Para ser honesta, também te tenho observado. Não é como se fosses um desconhecido fácil de ignorar, sempre tão misterioso.

- Não me ignoraste porque me achas sensual como o raio.

Maylie riu-se baixinho.

- Isso também. Mas não fiques convencido... Mesmo quando tens razões para o fazer. Se vamos te uma relação, acalma o teu ego.

Ele riu-se e voltou a beijá-la. Sabia apenas uma coisa: queria beijá-lá para o resto da sua vida.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Sacha Hart
PerfilBlogTumblr


2 Online
of

3177 Visits




10 comentários

De twilight_pr a 05.10.2013 às 22:02

Oh god, nem imaginas como o estou a imaginar *-*
Adorei mais uma vez o que tu escreves-te, está simplesmente fantástico!
Adoro a maneira como tu escreves!
Adorei a química dele dos dois 5*

Comentar post