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Capitulo 17 {Her Bodyguard}

por sacha hart, em 20.06.16

 

A passadeira vermelha iluminara-se pelos flashes sem parar dos jornalistas. Dakota lembrar-se-ia da première do seu primeiro filme como uma noite quase encantada. Ela tinha sido o centro das atenções, muito embora sempre a lado de Khris Johnson. Tudo melhorara com as inúmeras pessoas que a tinham abordado, especialmente os críticos que tinham gostado da sua prestação.

O filme fora um sucesso de bilheteira. Ao fim de uma semana tinha mais três propostas de trabalho. A venda do seu álbum “Pearl” disparara. Dakota nunca experienciara a fama desta forma, com esta magnitude. Deleitava-se com o amor do público, algo que sentia mais agora do que em qualquer outra altura da sua vida.

O preço parecia-lhe pequeno quando comparado com tudo o resto: Khris Johnson e a relação hollywoodesca de ambos. 

No espaço de cinco meses Dakota já rodara um novo filme, também com o galã. Além disso começara uma tour pelos Estados Unidos e Canadá, pelo que Los Angeles deixara de ser a sua base. Andava na estrada, ou melhor dizendo, no ar, há algumas semanas. Concertos pela noite, eventos pelo dia. O ritmo era frenético e cansativo mas nada que Dakota não tolerasse se em troca tivesse o apoio dos seus fãs.

O único senão era a sua relação com Sam. Cada vez mais difícil de esconder agora que as câmaras a perseguiam. Tinham de ser extremamente cautelosos, mas tinham conseguido gerir isso. Felizmente, Sam estava onde Dakota estivesse, embora fosse apenas como guarda-costas para o resto do mundo, para ela era ter o melhor dos dois mundos. 

Não ocorria a Dakota que o amado não visse as coisas da mesma maneira.

 

- Levitt, passa-se alguma coisa? Tira essa expressão carrancuda da cara. – Era Christa quem o dizia. A sua chefe decidira fazer uma aparição em Baltimore, a cidade onde Pearl actuaria nessa noite.

- Não se passa nada – Respondeu quase de dentes cerrados.

Estavam fechados na sala de controlo da arena do concerto. Tinham decidido rever o plano de segurança juntos antes de o comunicarem ao resto da equipa. Samuel tinha passado essa hora calado, sem comentar qualquer das cosias que Christa lhe dizia. Uma amostra do profissionalismo de Sam que começava a irritar Christa.

- Já revimos tudo duas vezes. Tempo de parar. Senta-te – Exigiu a chefe num tom que não aceitava contrariações – Conta-me. É este trabalho? Bem sei que nunca foste do género de fazer segurança na estrada, mas se quiseres tenho outros cargos em Los Angeles. Podes voltar.

Sam continuou calado. Sim, ele queria voltar à rotina que se habituara em Los Angeles. Ao menos aí não tinha de apanhar um avião todos os dias. Mas, ao contrário do que Christa pensava, não se tratava do trabalho. Pelo menos não em si. Era o trabalho que lhe permitia passar tempo com Dakota, já que ele ia para onde ela fosse. Contudo, era também o trabalho que o impedia de estar com ela. Passava mais tempo como guarda-costas de Pearl do que como namorado de Dakota.

Sam estava cansado. Completamente farto.

Claro que não poderia dizer nada disto a Christa.

- Não é nada com este trabalho.

- Então é o quê? Está cá de mau humor! – Foi então que algo fez luz na cabeça de Christa.  Pareceu-lhe encontrar o problema de Sam. Sorte para ele, ela também poderia ter a solução….

A mulher deslocou-se até à porta da sala de controlo e trancou-a.

- O que estás a fazer? – Questionou Sam.

- Já entendi, meu caro – Respondeu com um sorriso malicioso e sedutor – Também sei quão duro pode ser trabalhar em digressão. Quanto tempo pode demorar até encontrares alguém que te acompanhe ao quarto de hotel. Se bem me lembro foi numa noite assim que vieste ter comigo há uns anos atrás em San Francisco, lembras-te?

Fora uma noite única que nunca mais se repetiu nem repetiria. Sam preferia não se lembrar. Também preferia ignorar a sugestão que Christa estava naquele momento a fazer ao desapertar o fecho do seu casaco, tirando-o e deixando-o cair no chão.

- Essa noite ficou para trás. Christa, destranca a porta. Não vamos fazer nada aqui… - Aborrecidas pela resistência do seu empregado, Christa preferiu calá-lo com um beijo. O guarda-costas afastou-a de imediato – Não posso. Está na hora de comunicar o plano de segurança ao resto da equipa – Disse prontamente, recomposto como se não tivesse acabado de ser beijado pela patroa.

Christa pareceu divertida, embora desiludida com ele – Sempre tão profissional Levitt.

Se um relacionamento com a patroa dificilmente poderia ser considerado profissional, namorar com a cliente ultrapassava qualquer limite. Samuel odiava ter de quebrar esta regra.

Às vezes, Sam pensava no que teria acontecido se há cinco meses atrás as fotografias que ele e Dakota receberam tivessem sido expostas ao público.

Às vezes, Sam desejava que tivessem ido.

Se ao menos Dakota terminasse tudo com Khris Johnson.

Se ao menos eles os dois pudessem assumir a sua relação sem receio.

Tantos “ e se”.

Sam estava cansado. Completamente farto.

 

17.

A manhã era luminosa em Toronto. Lá fora, o Inverno fazia-se sentir em Abril. Dentro do quarto do Ritz, novamente juntos, Sam e Dakota sentiam-se aconchegados na presença um do outro.  

Tinham passado a noite afastados. Cada vez mais era impossível poderem-na passar juntos. A discrição era tudo se não quisessem ser apanhados. Contudo, naquele dia, Sam conseguira escapulir-se de madrugada para o quarto da amada. A agenda dela não marcava nada até às nove da manhã. Ele aparecera inesperadamente e acordara-a com a ideia de que pudessem ver juntos o nascer do sol.

Embora estivesse morta de sono, Dakota deleitara-se com a ideia romântica dele. Estavam agora sentados no chão. Sam encostado à parede e ela de costas no tronco dele, abraçada pelos seus braços musculados. À frente tinham a vista exuberante de Nova Iorque a partir da enorme parece de vidro do quarto. O sol nascia, belo e alaranjado, no horizonte.

- É o nascer do sol mais bonito da minha vida.

- Só o é porque estou contigo.

As palavras dele fizeram-na sorrir. Dakota sentia falta destes momentos a sós com ele. Tinham-se tornado raros.

- Tenho saudades tuas – Ele murmurou ao ouvido dela. – Saudades de acordar ao teu lado. De tomarmos o pequeno-almoço no jardim. Ou de quando nos escapulíamos para a piscina a meio da noite.

A mão dele procurou a dela e segurou-a gentilmente. Levou-a até aos seus lábios, beijando-a suavemente. Continuaram abraçados naquele chão de hotel como que isolados do mundo. Como se a realidade não os esperasse.

- Também tenho saudades disso tudo, Samuel.

- Já imaginaste como seria se pudéssemos fazer isso tudo sem termos de nos importarmos se nos viam? - Dakota quis interrompê-lo. Já adivinhava a conversa que viria aí e não estava pronta para a ter. - Eu quero fazer tudo contigo. Tudo, Koda. Quero fazê-lo sem preocupações. Quero poder abraçar-te e beijar-te se quiser, dizer que te amo sem receios de quem possa estar a ouvir.

- Sam…

Ele continuou – Posso deixar o meu trabalho. Podíamos ser um casal normal. Quero levar-te a jantar uma noite dessas. Gostava de te acompanhar aos eventos. Sobretudo isso, podias deixar de andar com aquele Johnson.

Parte de Dakota deliciava-se com o que ouvia, mas outra parte tremia por saber que tão cedo não teria isto. Que tão cedo Sam não teria isto. Virou-se ligeiramente de modo a poder ver o rosto dele. O olhar do guarda-costas era sonhador, quase brilhante.

- Também gostava de te apresentar aos meus pais e aos meus irmãos. Quero um futuro contigo, Dakota Reed. Só que o futuro já não me chega. Quero o presente também. Quero-te a ti. Só minha.

Sabes que não dá, Sam.

 Já nem eram precisas explicações do porquê. A rapariga deixou de o conseguir encarar e ainda bem, pois senão o tivesse feito teria visto o brilho dos olhos castanhos do amado desaparecer. Sentiu, contudo, o corpo dele ficar tenso. Os braços musculados deixaram de a abraçar.

Sam queria o presente mas Dakota não estava disposta a ceder já.

- Eu amo-te, Sam.

Doeu-lhe bem no fundo quando ele não o disse de volta. O abraço desmanchou-se. O guarda-costas acabou por se levantar e dirigir para a saída. Antes de o fazer olhou para trás. A sua postura já não era a do homem apaixonado que só se via quando estava a sós com ela, mas sim a figura do guarda-costas frio e concentrado que toda a gente conhecia.

Tão silenciosamente como entrara, Sam saiu daquele quarto.

 

Sou uma péssima postadora. Não sei se haverá alguém que ainda queira ler isto. 

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3 comentários

De twilight_pr a 21.06.2016 às 18:12

Eu ainda aqui estou! Hi!
Ainda não tinha conseguido vir mais cedo por causa dos exames, mas aqui estou eu depois de ter lido um capítulo tão wow.
Socorro.
Confesso que já tina saudades e agora com tudo o que está a acontecer na vida dela, o movimento que é estou curiosa para descobrir quem é o outro.
As cenas com o Sam e com a Christa eu fiquei.. O.O God.
Estou simplesmente ansiosa para ler mais :D

Beijinhos grandes*

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